O que seria GESTÃO no sistema de saúde?



O que seria GESTÃO no sistema de saúde?

 

Ao participar em outubro de 2018 do 4º Fórum da Saúde Suplementar no Rio de Janeiro, evento realizado pela Federação Nacional de Saúde Suplementar – FenaSaúde, onde foram apresentadas enquetes realizadas através do aplicativo do evento para interação dos mais de 900 participantes, uma me chamou a atenção:

Qual é o maior desafio do sistema de saúde brasileiro?

As opções de resposta foram: Financiamento, Gestão, Integração Público-Privado e Envelhecimento da população. Gestão ganhou com 57% dos votos.

Concordando com o resultado e já expondo meu voto na opção GESTÃO, gostaria de trazer algumas considerações. Entendo que uma eficiência em Gestão consequentemente trará o equilíbrio para o setor.

Posso citar alguns cuidados que são de extrema importância na operação de Planos de Saúde e em sua maioria são sabidos dos dirigentes, gerentes e profissionais que atuam no setor, porém, sem uma gestão eficiente os mesmos se tornam ineficazes, são eles:

- Acompanhar e controlar sua sinistralidade;
- Implementar planos/produtos com menor mensalidade (Exemplo: Atenção Primária à Saúde);
- Acompanhar os índices da sua operação (Exemplo: Liquidez Corrente, Endividamento, Cobertura de provisões técnicas, Margem de Solvência, etc.);
- Conhecer o seu mercado, sua concorrência e sua Operadora;
- Comparar seus índices com índices de mercado ou de concorrentes;
- Controlar a Despesa Administrativa (Exemplo: Salários, alugueis, luz, água, etc.);
- Controlar as Despesas com Comercialização (Alocando preferencialmente em produtos e categorias mais rentáveis);
- Controlar as Despesas com Recursos Próprios;
- Acompanhar o Índice de Giro de Operação – IGO;
- Observar sempre os índices de classificação da ANS (Exemplo: IDSS, Monitoramento Assistencial, Indicador de Fiscalização, etc.);
- Estar em compliance com as Normas dos órgãos fiscalizadores.

Utilizando o Controle de Sinistralidade apenas como exemplo: Existe uma “média” de mercado que utilizada pelas operadoras de 75%, percentual esse que já não demonstra a realidade, visto que o restante da receita “teoricamente” deveria ser suficiente para sustentar as despesas administrativas e comerciais e gerar lucro para a Operadora.

O percentual de sinistralidade pode variar de carteira para carteira, inclusive considerando a modalidade de operação e por esse motivo deve ser medido constantemente. Mesmo dentro da própria operadora é possível apresentar índices distintos, como para as carteiras de planos individuais e coletivos, em função das características específicas de cada uma destas. Acaba, de uma forma ou de outra, fazendo parte do controle das demais despesas administrativas e comerciais.

Esse seria um viés da enquete, que se desdobra no gerenciamento de riscos. Para uma gestão equilibrada é imprescindível gerenciar os riscos, o que irá viabilizar mais negócios e garantir a perenidade das operadoras.

Luiz Fernando Amaral
Consultor
Strategy 


Quer saber mais sobre o assunto, clique abaixo:
4º Fórum de Saúde Suplementar – Fenasaúde – comentado
4º Fórum da Saúde Suplementar


Data do artigo: 20/12/2018