Impacto do câncer na economia brasileira revela perdas significativas para o país

Programas de prevenção da doença podem ser uma alternativa para diminuir prejuízo monetário e o recuo da taxa de produtividade

Segunda maior causa de mortes no mundo, a incidência de câncer deve acrescentar, no biênio de 2018-2019, cerca de 600 mil novos casos no país, e a taxa de óbito deve atingir 300 mil vítimas somente neste ano, de acordo com dados do INCA – Instituto Nacional do Câncer no Brasil. Deste total, 87 mil deverão atingir a população economicamente ativa – ou seja, pessoas com idade entre 15 e 65 anos, o que levará a um recuo da taxa de produtividade. A estimativa é de que o país sofra um prejuízo de US$ 4,6 bilhões anuais, o equivalente a cerca de R$ 17 bilhões e a 0,21% de toda a riqueza gerada – o que impactaria em um prejuízo econômico de US$ 53, 3 mil por cada vida perdida devido ao câncer- segundo um estudo e uma pesquisa realizada pela Agência Internacional para Pesquisa do Câncer, órgão ligado às Nações Unidas.

Determinado em sua maioria por uma combinação de fatores externos, genéticos, ambientais e estilo de vida, os cinco tipos de cânceres que mais matam no país atualmente são os tumores de próstata, mama feminina, pulmão, cólon e colo do útero. Entretanto, os carcinomas de estômago e esôfago também apresentam números representativos entre a população. Ainda de acordo com a pesquisa, a abordagem mais inteligente para lidar com o problema é a prevenção. A recomendação, segundo o estudo, é o foco em investimentos nessa área, tanto pelos órgãos de saúde pública quanto pela iniciativa privada.

Uma das ferramentas que pode trazer um trabalho de controle efetivo é a implantação de programas de prevenção dentro das empresas. “ Um país tão densamente povoado e com tantos problemas de recurso e estrutura de saúde pública como o Brasil, não pode depender apenas da ação governamental na área de precaução. A iniciativa privada precisa contribuir para baixar estes índices de mortalidade relativos ao câncer. Afinal, a valorização da vida humana e o bem-estar do trabalhador é a base de uma sociedade saudável”, afirma o médico e CEO do Imtep Alexandre Berger.

Empresa líder em gestão empresarial no país, o Imtep está investindo em um programa de rastreamento e monitoramento da doença nas organizações. Denominado como Oncoplus, a ferramenta une tecnologia e medicina com o objetivo de prevenir e evitar o risco de desenvolvimento dos cinco principais tipos de câncer que acometem os brasileiros. “ A prevenção é primordial. Mas, se por ventura, a doença se manifestar, quanto mais cedo a detectarmos, mais efetivo será o tratamento e, por consequência, os resultados”, assegura o médico.

O programa é composto por quatro fases distintas: Identificação, Rastreamento, Orientação e Monitoramento. Na primeira etapa é feita uma anamnese na qual são coletados dados pessoais do indivíduo e de seus familiares com o objetivo de identificar a pré-disposição para a doença. Na fase posterior, estas informações são adicionadas a um banco de dados do cálculo de risco, e um algoritmo de inteligência artificial determina o provável grau de desenvolvimento de algum dos cinco tipos de câncer determinados no programa.

Em seguida é realizado o estágio da Orientação. Aqui o sistema fornece a estratégia ideal e personalizada para cada caso e o indivíduo será orientado das ações necessárias para a prevenção da doença. Na última fase, denominada de Monitoramento, os pacientes que forem identificados com alto risco de câncer têm a opção de acompanhamento real das estratégicas traçadas. “Temos potencial para monitorar cerca de 500 mil vidas que compõem a nossa carteira de clientes. O sistema Oncoplus foi estruturado para ser capaz de prevenir e evitar muitos casos de cânceres nestes trabalhadores que tiverem a oportunidade de usufruir do programa”, finaliza Berger.

Fonte: Saúde Business - 08/11/2018


Data da notícia: 09/11/2018