Quais os planos da sua Operadora para o futuro?|

 

Quais os planos da sua Operadora para o futuro?

 

Muito antes da crise econômica no nosso país, o segmento de Saúde Suplementar já sinalizava o risco de se tornar insustentável em médio a longo prazo, afetando toda a cadeia envolvida neste mercado, tais como: Operadoras, prestadores de serviços médico-hospitalares, fornecedores de materiais e medicamentos, empresas contratante e beneficiários.

Esta crise do setor se deu em razão de vários fatores, mas especialmente pela falta de transparência entre os envolvidos e o modelo de negócio vigente, que estimula a superprodução e desperdício de recursos, além da própria cultura dos beneficiários de sobreutilizar os serviços pelo fato de estarem previamente cobertos pelo plano de saúde, frequentemente chamado de risco moral.

Tornou-se um desafio para todo o mercado buscar alternativas para promover a sustentabilidade das operações de Planos de Saúde. Entre as possibilidades, podemos citar a profissionalização, a organização e a modernização das Operadoras, fundamentadas em um bom Planejamento Estratégico, aliado a um acompanhamento permanente da operação e um plano de ação adaptável para corrigir rumos em um dos mais complexos mercados.

Neste contexto, observaram-se muitas movimentações entre as Operadoras de planos de saúde, seja por meio de aquisições, fusões, incorporações ou mesmo encerramento das atividades, seja por decisão da própria Operadora ou por determinação do órgão regulador, ANS - Agência Nacional de Saúde Suplementar.

Ao longo de 15 anos trabalhando diretamente no mercado de saúde suplementar, entendo que a decisão de uma Operadora em encerrar a operação ou ofertar sua carteira de beneficiários a outra Operadora é muito complexa por envolver um conjunto de fatores que precisam ser analisados.

 

É muito importante que a Operadora que pretenda ofertar ou adquirir uma carteira de beneficiários avalie a composição dessa carteira, tanto em relação às características descritivas dos beneficiários que são indicativos de risco, quanto em relação à expectativa de resultado que essa carteira pode gerar e que valor essa carteira tem para quem vende e para quem compra.

 

Algumas vezes o que inviabiliza o negócio é a estrutura da Operadora que requer mais recursos do que a margem de contribuição gerada pela operação, o que não significa que a carteira não seja “boa”, e que possivelmente, quando absorvida na estrutura de outra Operadora, poderia gerar resultados importantes. Da mesma forma, o resultado da operação pode ser positivo para uma Operadora e a mesma carteira gerar resultados negativos para outra, se as condições negociadas com a rede de atendimento, por exemplo, forem diferentes. Esses são apenas alguns exemplos de tantas variáveis que precisam ser analisadas neste processo.

Além disso, após a tomada de decisão sobre uma possível oferta ou aquisição de carteira (processo denominado alienação), as Operadoras necessitam desenvolver uma série de projeções e demonstrativos exigidos pela ANS, conforme procedimentos estabelecidos nas Resolução Normativa vigentes.

 

Nesse sentido, a Strategy dispõe de equipe técnica e regulatória com vasta experiência no tema para auxiliar as Operadoras tanto no processo de tomada de decisão sobre venda ou aquisição de Operadora e de carteira, quanto no cumprimento das exigências previstas pela ANS para formalizar o processo de alienação.

 

Luiz Fernando Amaral
Consultor
Strategy 



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Data do artigo: 23/08/2018