PCBP – Processo de Certificação em Boas Práticas de Atenção à Saúde, Consulta Pública 66 da ANS, Indicadores de Atenção à Saúde


PCBP – Processo de Certificação em Boas Práticas de Atenção à Saúde,
Consulta Pública 66 da ANS, Indicadores de Atenção à Saúde

 

Este é o quinto artigo que tratamos sobre a CP 66, os artigos anteriores abordaram:


No conjunto da normativa proposta são abordados diversos indicadores como monitoramento de sucesso das boas práticas relacionadas a PPS – Atenção Primária em Saúde, os indicadores analisados a seguir são os que se dedicam a avaliar a tenção a saúde, a seguir detalhamos os mesmos com nossas considerações:
 

  1. Proporção de pessoas que faz uso regular de um mesmo serviço de saúde
     

Um excelente indicador de engajamento do beneficiário ao estabelecimento, já comentado em nosso artigo anterior, que além de medir o engajamento do beneficiário a um estabelecimento de saúde, pode ser uma excelente ferramenta de gestão quando utilizado como referência comparativa entre equipes de APS.
 

  1. Reduzir internações por condições sensíveis a atenção primária (ICSAP)
     

Esclarecemos que as ICSAP são, por exemplo, aquelas preveníveis pela imunização como sarampo, tétano, difteria; assim como os casos de doenças que possam ter sintomas atenuados como gastroenterites; e quadros agudos de doenças não transmissíveis como diabéticos, doentes cardíacos e pulmonares.


Este é, sem dúvida alguma, a melhor medida do conjunto proposto, pois indica de fato qualidade assistencial, partindo-se do pressuposto que não há falha no acesso ao recurso, busca medir a efetividade do conjunto de ações propostas pela equipe de atenção primária a saúde e coordenação do cuidado. Estimula as equipes a estarem atentas ao diagnóstico e tratamento precoce de patologias agudas e monitoramento de doenças crônicas; resultando na prevenção do agravamento da condição de saúde para pacientes com DCNT – Doenças Crônicas Não Transmissíveis. Já o controle nos casos de surgimento de casos agudos poderia ser indicado pela medição do tempo de permanência, em dias, das internações por diagnóstico ICSAP.


Diferentes publicações nacionais mostram que a taxa de ICSAP no Brasil pode chegar a 20,4% (Castro et al, 2015), considerando todas as faixas etárias e tipos de internação (casos clínicos e cirúrgicos). As referências internacionais apontam para taxas muito inferiores às do Brasil quando são avaliadas apenas as ICSAP de internações clínicas. Usando a mesma metodologia canadense (CIHI), a taxa de ICSAP observada no Canadá é 6,3 % (Sanmartin et cols, 2011), em Portugal 4,4% (Sarmento et cols, 2015), enquanto no Brasil encontramos uma taxa bem superior de 12,7% apenas considerando a saúde suplementar (banco de dados DRG Brasil*).

 

*Dados oferecidos em colaboração DRG Brasil

Raquel Marimon
Presidente
Strategy Consultoria Atuarial e Regulatória

 

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Data do artigo: 28/06/2018