Importante manter a estabilidade da Operadora – Parte I|

Importante manter a estabilidade da Operadora – Parte I

 

Nestes vinte anos de regulamentação e inicio do decimo oitavo ano da ANS, muitos são os desafios para as Operadoras de Planos de Saúde: obrigações financeiras, fiscais e tributárias; o aumento da sinistralidade; o cenário econômico singular de ano de eleição; a perda de poder aquisitivo do consumidor e a guerra de preços nas cidades em que a concorrência é forte.


Em outros mercados, um quadro como este já teria quebrado muitas empresas e afastado qualquer novo investidor.  Mas ao contrário do que muitos imaginam, o trabalho e a valentia fazem parte do cotidiano dos nossos parceiros, que reagem a cada golpe da regulamentação, da concorrência e do próprio mercado. Não seria surpresa citar que existem investidores trabalhando com intuito de futuramente registrar Administradoras de benefícios e Operadoras.


Alcançar o equilíbrio econômico-financeiro não é uma meta e uma necessidade, não apenas das empresas que operam planos de saúde como também das empresas de qualquer setor. Acertar é prêmio, em um cenário em que muitos são os fatores que podem contribuir para o resultado negativo de uma operadora. A sinistralidade alta,  reajuste de preços em índice insuficiente, gastos administrativos elevados, dentre outros, podem abalar a estrutura das mais sólidas operadoras.


Diante de tantos desafios, é imprescindível que ações e cuidados sejam tomados continuamente no decorrer das operações.  Pensando nisto, com base em observações e análises de diversas operadoras de planos de saúde nos últimos anos, gostaria de citar como exemplo a  importância de mapear o risco regulatório, pode contribuir  para reduzir os riscos de multas e consequentemente otimizar o resultado.


Mapear o risco regulatório é considerado fundamental para a Operadora. Como por exemplo ter como objetivo apontar a situação que a operadora se encontra em relação às obrigações determinadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS e, caso necessário, propor medidas para o atendimento destas exigências.


Ao identificar as obrigações, e a situação da Operadora, podemos mensurar as penalidades previstas na legislação para o caso de descumprimento das mesmas. As Operadoras sabem hoje em quais obrigações estão passíveis a penalidades? Sabe qual é o montante em reais? Existe um plano de ação para manter a operadora em conformidade a regulamentação vigente?


Com nossa experiencia de realizar a quase dez anos um projeto pontual que possui esse foco. Podemos dizer que todas as operadoras analisadas necessitaram de um plano de ação para atender 100% da legislação. O acompanhamento de todos os itens regulatórios é uma constante dentro da gestão operacional.


Luiz Fernando Amaral
Consultor
Strategy Consultoria Atuarial e Regulatória


Data do artigo: 08/03/2018