Importante manter a estabilidade da Operadora – Parte II


Importante manter a estabilidade da Operadora – Parte II

 

No informativo do dia 08/03/2018 foi publicado a coluna cronta ponto com a primeira parte desse artigo.
Parte - I http://www.strategyconsultoria.com.br/artigos/importante_manter_a_estabilidade_da_operadora_parte_i

 

Os grandes desafios apresentados diariamente em uma operação são de conhecimento dos dirigentes, gerentes e profissionais que atuam nas Operadoras de planos de saúde. Podemos refletir que nos encontramos em um determinado momento que superior ao controle e redução de custos, não sendo o suficiente para sustentação da Operadora, precisamos de mais qualidade.



As alternativas devem ser muito bem avaliadas antes de serem colocadas em pratica, principalmente, pois existem muitas particularidades de região para região e as mesmas devem ser levadas em consideração e um dos grandes desafios ainda encontrado por muitas Operadoras é a base de dados e principalmente a qualidade desses dados. É de se espantar como algumas operadoras não tem esse assunto tratado como prioridade.


O engajamento para sanar “problemas antigos” é imprescindível, necessitamos imediatamente partir para ação, pois não existe dúvidas que operadoras com “menos” profissionalismo terão dificuldade para se manter no mercado.


Passando desde a precificação dos produtos, sendo o foco de negócio das operadoras até as analises dos mesmos, dependemos de uma base de dados consistente. Considero de extrema relevância um diagnóstico sobre o perfil da carteira de beneficiários quanto às suas características e comportamento e principalmente à utilização de serviços médicos prestados pela mesma. Monitore os índices da sua operação, acompanhe os índices de utilização, de forma a tomar as medidas de adequação imediatamente após detectar mudanças:

 

  • Análise de composição da carteira de beneficiários por época de contratação dos planos, por tipo de contratação, por faixa etária e sexo, e por segmentação assistencial;
  • Frequência de utilização e custos médios por grupos de serviços (consultas, exames, terapias e internações);
  • Distribuição das despesas assistenciais por regime de atendimento ambulatorial e hospitalar, detalhadamente;
  • Evolução da sinistralidade mensal, por faixa etária e por porte de contratos;
  • Planos superavitários e deficitários, maiores e menores riscos;
  • Avaliação de concentração de custos nos principais prestadores de serviços.

 


Emita relatórios periódicos de acompanhamento, em conjunto com seu atuário avalie estas informações. É de extrema importância que a área de TI da Operadora deva estar apta a emitir estes dados de forma atualizada.
 


Paralelo a essas análises é relevante conhecer o mercado, sua concorrência e sua empresa e se possível compare seus índices com índices de mercado ou de concorrentes.
 


Luiz Fernando Amaral
Consultor
Strategy Consultoria Atuarial e Regulatória


Data do artigo: 12/04/2018