DRG – Parceria Operadora e Prestador Hospitalar.|


DRG – Parceria Operadora e Prestador Hospitalar.

 

Revisitando esse importante assunto, escrevo esse artigo, pois, a Strategy é a consultoria parceira do DRG Brasil e em novembro tivemos a oportunidade de participar do II Encontro dos Usuários do DRG Brasil e pudemos constatar os resultados reais de um case apresentado sobre a parceria entre operadora e prestador hospitalar.

DRG- Diagnosis Related Groups (Grupos de Diagnósticos Relacionados) é uma metodologia que auxilia a compra de serviços, gerenciamento de custos e da qualidade assistencial-hospitalar, que propõe uma mudança de cultura da relação entre as operadoras e seus prestadores hospitalares.

O modelo atual de remuneração em geral é baseado no fee for service e o DRG traz a tona um novo modelo de remuneração.

Na oportunidade do evento nos foi apresentado esse modelo na prática. Dois dos principais atores do setor, o Hospital Mãe de Deus e a Unimed Porto Alegre, que definiram uma relação baseada no DRG com a formatação de cinco procedimentos, sendo eles de alta previsibilidade e baixa complexidade e é impressionante a sintonia e expectativas mutuas bem definidas e o quanto a relação ganha-ganha foi estabelecida nesse caso. Essa parceria tem como principal objetivo a criação de um modelo eficiente que gere aumento da qualidade assistencial e de segurança ao paciente.

Para se ter uma ideia, os responsáveis de cada parte desse processo relataram no evento o quanto a equipe é integrada, pois, no hospital ficam alocadas as codificadoras contratadas pela operadora e pelo hospital.

Os parceiros relataram que em pouco tempo essa relação já apresentou benefícios com a redução de burocracia com a diminuição de envio de contas e celeridade na autorização de realização de procedimentos.

Ainda são muitos os obstáculos e desafios, vejo a necessidade de ampliação da metodologia para os procedimentos outros procedimentos, inclusive os  não hospitalares, entre outros. Mas, tendo essa alternativa como ferramenta de controle assistencial já é o ponta pé incial.

Esse case me faz acreditar que esse é o futuro das relações entre operadoras e seus prestadores, que essas parcerias trazem integração entre os atores e que o trabalho de forma compartilhada é o caminho para o sucesso.  Por um lado os hospitais conseguirão se especializar e focar os esforços nos procedimentos de maior demanda,  possibilitando planejamentos estratégicos e direcionamentos de ofertas de serviços especializados (de maior vocação), por outro lado,  as Operadoras terão  vantagens em conter o aumento dos custos hospitalares, no combate ao desperdício e controle na sinistralidade, possibilitando melhor precificação em seus produtos e consequentemente possibilitando maior acesso aos planos pelos beneficiários.


Lenisa Spinola
Consultoria
Strategy Consultoria Atuarial e Regulatória


Data do artigo: 11/01/2018