A relevância do segmento de saúde suplementar na economia

 

A relevância do segmento de saúde suplementar na economia

 

Segundo informações do IBGE, o consumo de bens e serviços de saúde no Brasil em 2015 foi de R$ 546 bilhões (9,1% do PIB), sendo este um dos piores anos da crise econômica. Destaca-se que mais de 5% da riqueza gerada no Brasil neste mesmo período refere-se aos gastos com saúde privada pelas famílias e instituições sem fins lucrativos.

 

Em consulta ao site da ANS, temos informações de que atualmente quase um quarto da população brasileira possui plano de saúde suplementar. Ou seja, dos mais de 208 milhões de brasileiros, mais de 47 milhões são beneficiários de planos de saúde, seja por meio das empresas em que trabalham, das associações às quais estão vinculados por adesão ou por contratação como pessoa física, sendo esta a menor parte.

 

Estas informações podem ser obtidas na Sala de Situação da ANS, em que podem ser consultados números gerais do setor, como no exemplo abaixo, ou dados específicos de uma Operadora, o que é bem interessante para analisar um concorrente ou mesmo para um consumidor conhecer um pouco mais de sua Operadora. A consulta abaixo foi realizada no dia 23/02/18:


 


As Operadoras faturaram mais de R$169 bilhões de jul/16 a jun/17 (crescimento de 11,2% em relação aos 12 meses anteriores) e gastaram mais de R$ 143 bilhões apenas com assistência à saúde dos seus beneficiários (crescimento de 11%).

 

Lembrando que além das despesas assistenciais, que são as despesas diretas com remuneração dos prestadores de serviços (hospitais, médicos, laboratórios, entre outros), as Operadoras ainda geram despesas não assistenciais como administrativas, operacionais, comerciais, tributos, entre outras. Entretanto a maior parte das despesas das Operadoras médicas é assistencial, variando de 80% a 95%, dependendo da classificação (cooperativa, medicina de grupo, filantropia, autogestão ou seguradora), segundo publicação PRISMA ANS.

 

Diante de números tão expressivos, fica evidente a significância do setor na economia brasileira e a necessidade de que se mantenha sustentável, tanto para acesso aos consumidores de planos de saúde (pessoas jurídicas e pessoas físicas) quanto para as próprias Operadoras que oferecem estes planos.


Italoema Destro
Gerente Técnica Atuarial
Strategy Consultoria Atuarial e Regulatória


Data do artigo: 22/03/2018