Saúde da mulher: 28/05 é dia de conscientização das doenças que afetam as mulheres

A saúde da mulher tem pressa e dia marcado para a luta: segunda-feira, 28 de maio, Dia Internacional de Luta Pela Saúde da Mulher e Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna. Tudo em um só dia para chamar a atenção e conscientizar a sociedade sobre os diversos problemas de saúde e distúrbios comuns na vida das mulheres.

Câncer de mama, endometriose, infecção urinária, câncer no colo do útero, fibromialgia, depressão e obesidade estão entre as principais doenças que afetam o sexo feminino. Muitas vezes, em função de jornada dupla de trabalho e atenção centrada na saúde da família, mulheres negligenciam a própria saúde, deixando de lado, por exemplo, exames periódicos preventivos. No âmbito da saúde suplementar, o comportamento exige esforço das operadoras de planos e de profissionais de saúde no sentido de alertar as mulheres para os riscos da ausência de cuidado.

Atenta a este cenário, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estimula as operadoras, através de incentivos regulatórios, a desenvolverem Programas de Promoção de Saúde e Prevenção de Doenças (Promoprev) específicos para a mulher. Atualmente estão em curso 276 programas que abordam diferentes vertentes do cuidado em saúde do sexo feminino, atendendo cerca de 747 mil beneficiárias de planos de saúde.

Entre os temas dos programas, destacam-se: alimentação saudável, atenção ao pré-natal, parto e puerpério, câncer de colo de útero, câncer de mama, climatério, incentivo ao parto normal, planejamento familiar, sobrepeso e obesidade, consumo de álcool, distúrbio hormonal, Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), osteopenia e osteoporose, tabagismo, violência contra a mulher, sexualidade e depressão pós-parto. Evidências demonstram que os sistemas de saúde que estruturam seus modelos com base no cuidado coordenado em saúde e na atenção primária têm melhores resultados, com menor custo e melhorias na saúde da população.

Tanto cuidado com as mulheres na saúde suplementar não é sem motivo: elas são maioria. Em março deste ano, levantamento feito pela Agência apontou que dos 47,4 milhões de beneficiários em planos de assistência médica, 25,3 milhões são mulheres, ou seja, 53,4% do total de beneficiários.

Mortalidade materna

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), hipertensão e hemorragia estão entre as principais causas da mortalidade materna no Brasil e no mundo, e ocorrem principalmente pela má qualidade da assistência no pré-natal e no parto.

Para reverter este cenário, a ANS, em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein e o Institute for Healthcare Improvement, criou o Projeto Parto Adequado, que visa incentivar o parto normal e conscientizar futuras mamães e toda a rede de atenção obstétrica sobre a realização de cesáreas sem indicação clínica. O objetivo é melhorar a qualidade da atenção ao parto e nascimento, reduzindo o risco de complicações para a mãe e o bebê. Para isso, o Projeto preconiza ter a mulher no centro do cuidado, como participante ativa no planejamento de melhorias da assistência obstétrica.

Resultados preliminares da 2ª Fase do Projeto provam que a alarmante escalada de cesáreas pode ser revertida: entre os 63 hospitais que aderiram ao Projeto nesta etapa, houve média de 50% de realização de partos normais, representando um crescimento de 8% no período de janeiro a dezembro de 2017. Os dados indicam que as maternidades estão mudando de forma sistêmica o seu modelo de cuidado. Nesta fase, ainda em curso, o Parto Adequado conta com a participação regular de mães nas reuniões de coordenação e de treinamento dos hospitais, o que tem contribuído para o aprimoramento das ações recomendadas.


Data da notícia: 28/05/2018

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